MANUTENÇÃO NÃO PODE SER NEGLIGENCIADA.

Vistorias em caminhões do Paraná constatam problemas em freios, alerta Sindirepa-PR

Durante blitz realizada pela Polícia Rodoviária Federal na BR-376, na cidade de Tijucas do Sul/PR, no início de agosto, foram avaliados 60 caminhões, nos quais foi constatado que os principais defeitos estavam no sistema de freios. A mesma situação foi constatada durante inspeções em 24 cidades do Paraná e de Santa Catarina. Dos 1.800 veículos vistoriados, 974 tinham problemas de freio, um percentual de 54%.

Os pit stops foram promovidos no último ano por unidades do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná (Sindirepa-PR), do Núcleo Estadual de Automecânicas (Nea) e da Associação dos Reparadores Veiculares de Santa Catarina (Arvesc). “O sistema de freio é composto por discos, pastilhas, tambor, lona, válvulas e catracas, sendo fundamental para a segurança no trânsito. Para garantir que tudo esteja em ordem, deve ser realizada uma revisão a cada dez mil quilômetros ou conforme indicação do manual do veículo”, orienta o diretor do Sindirepa-PR, Evaldo Kosters. Além disso, ele ressalta que a manutenção ajuda a manter o consumo de combustível regulado e o desempenho satisfatório.
Em outra região do Estado do Paraná, nas rodovias dos Campos Gerais, dados da concessionária CCR RodoNorte apontam mais de 23 mil atendimentos devido a defeitos mecânicos envolvendo caminhões no ano passado. As estatísticas abrangem um trecho de 478 km, com rotas de Apucarana a Curitiba e de Ponta Grossa a Jaguariaíva. “O Paraná tem um fluxo intenso de transporte de cargas. E o desgaste ou a má conservação de peças dos caminhões pode comprometer vidas. No sistema de freio, por exemplo, os componentes duram 50 mil quilômetros, em média. Mas existem itens que precisam ser substituídos antes, aos 20 ou 30 mil quilômetros”, salienta Kosters.
Segundo o diretor do sindicato, além dos freios, devem ser checados os sistemas de iluminação e sinalização, pneus e rodas, palhetas do limpador de para-brisa, óleo do motor e filtro de óleo. “Também é importante esta atento a sinais que indicam problemas, como a coloração da fumaça que sai do escape, ruídos nas trocas de marcha e o desempenho dos amortecedores em lombadas”.


Publicado em: 12/08/15
FONTE: http://www.omecanico.com.br/news.php?recid=13684

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